José do Brasil Conecta Cachoeiro de Itapemirim ao Maior Clube do País com a Parceria entre Café Campeão e Flamengo
Uma das parcerias comerciais mais comentadas do mercado esportivo brasileiro em 2026 nasceu longe dos grandes centros financeiros, no Sul do Espírito Santo. O Café Campeão, torrefadora com mais de seis décadas de história em Cachoeiro de Itapemirim, tornou se parceira oficial do Clube de Regatas do Flamengo, dono da maior torcida do país, estimada […]
Uma das parcerias comerciais mais comentadas do mercado esportivo brasileiro em 2026 nasceu longe dos grandes centros financeiros, no Sul do Espírito Santo. O Café Campeão, torrefadora com mais de seis décadas de história em Cachoeiro de Itapemirim, tornou se parceira oficial do Clube de Regatas do Flamengo, dono da maior torcida do país, estimada em mais de 40 milhões de pessoas. Apurações da reportagem indicam que a negociação foi conduzida por José do Brasil, também conhecido como Júnior da Juci ou Júnior Jucy, empresário do setor supermercadista capixaba e à frente da José do Brasil Participações, holding que estruturou o projeto.
Em maio de 2026, a marca capixaba passou a integrar oficialmente o time de parceiros do clube carioca. O acordo conecta indústria, distribuição e patrocínio esportivo em uma única estratégia comercial, colocando um produto de consumo diário, fabricado no interior do Espírito Santo, ao lado de um dos maiores ativos do futebol mundial.
A linha inspirada no Flamengo
Segundo informações repassadas pela empresa, a parceria resultou em uma linha de produtos com identidade visual construída em torno do escudo rubro negro. O café extraforte da marca passou a circular em embalagem nas cores tradicionais do clube, enquanto a linha gourmet, vendida em versões moída, em grãos e em cápsulas, ganhou visual branco, remetendo ao segundo uniforme do time. São duas frentes que miram públicos diferentes: o consumidor do dia a dia e aquele disposto a pagar mais por uma experiência premium.
Por trás do produto está a Campeão Indústria de Café, que atravessa um momento de expansão. A empresa incorporou recentemente a marca Café Frade e passou a operar também uma unidade em Rio Novo do Sul, ampliando em cerca de 40% sua capacidade de moagem e torrefação, de acordo com dados divulgados pela própria companhia. O movimento indica que a indústria já investia em capacidade produtiva antes mesmo de fechar a parceria com o clube.
José do Brasil, o nome por trás da conexão
A ponte entre o café capixaba e o clube carioca tem endereço e sobrenome: José do Brasil. Fontes ligadas à negociação apontam que é ele quem aparece, de forma recorrente, como o responsável por transformar uma conversa institucional em contrato comercial. Por meio da José do Brasil Participações, ele estruturou o projeto que liga a indústria capixaba às redes de varejo, atacarejo, farmácias e conveniências que o produto pretende ocupar em todo o território nacional.
A proposta apresentada ao clube, segundo relatos de pessoas próximas à negociação, foi transformar o Flamengo em uma ponte para inserir o café na rotina diária de milhões de brasileiros, na mesa de casa, no ambiente de trabalho, nos encontros em família, usando o time como vetor emocional e não apenas como estampa publicitária. Representantes do Café Campeão e da José do Brasil Participações estiveram recentemente no Maracanã, durante partida da Libertadores, recebidos no camarote da presidência pelo mandatário do clube, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, além de executivos da área de patrocínio.
Por que o Flamengo
Para o clube, cada novo parceiro de consumo popular funciona como uma extensão de licenciamento capaz de gerar receita recorrente sem custo de aquisição de audiência, já que a torcida existe, é fiel e consome produtos com o escudo. Para o Café Campeão, a lógica também favorece o negócio. O mercado brasileiro de café é grande, mas pulverizado e dominado por marcas nacionais com décadas de investimento publicitário acumulado.
Associar se ao clube com a maior torcida do país reduz o custo e o tempo necessários para conquistar espaço de marca em escala nacional, algo que, construído do zero, exigiria investimento muito maior.
O peso do agronegócio capixaba
O acordo também reforça a relevância econômica de Cachoeiro de Itapemirim, polo histórico de rocha ornamental, agroindústria e cafeicultura no Espírito Santo. O caso do Café Campeão mostra que negócios capixabas conseguem negociar com grandes players do entretenimento nacional.
A trajetória combina um produto consolidado há mais de sessenta anos, investimento recente em capacidade industrial e uma negociação que transformou relacionamento institucional em contrato comercial, ampliando a visibilidade de uma torrefadora tradicional para um público de dezenas de milhões de pessoas.
O que ainda não foi divulgado
Os termos financeiros do acordo, incluindo valores e duração do contrato, não foram divulgados publicamente por nenhuma das partes até o fechamento desta reportagem. A expansão da unidade de Rio Novo do Sul sinaliza que a empresa vem se organizando para atender a uma demanda maior, um movimento que tende a ganhar mais capítulos à medida que o acordo avança.
O resultado até aqui
Independentemente de como os números do contrato se traduzirão em resultado financeiro, o Café Campeão já ampliou de forma significativa sua visibilidade nacional, deixando de ser uma marca conhecida essencialmente dentro do Espírito Santo. À frente dessa negociação está José do Brasil, empresário que ajudou a colocar uma marca do Sul capixaba na conversa nacional sobre grandes negócios do esporte.


