Câncer e o novo coronavírus: análises e explicações sobre o problema

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Por conta da pandemia, centenas de pessoas saíram prejudicadas, fisicamente ou psicologicamente. Para os pacientes com câncer, por exemplo, os problemas ficaram mais sérios, principalmente, pelo fato de fazerem parte do grupo de risco e assim, a infecção por Sars-Cov-2 (covid – 19), pode ser mais grave. Portanto, precisam tomar medidas drásticas de precaução: manter o distanciamento social, o uso de máscaras ao ir às ruas, além de incluir, na rotina, exercícios e o consumo de frutas, legumes e verduras no almoço e no jantar.

A doença oncológica causa alterações metabólicas, associadas à diminuição da imunidade, o que se agrava com a onda do novo coronavírus. Segundo o Dr. Guilherme Ravanini, quando há associação do tratamento radio/quimioterapia com as cirurgias, piora o estado. Por isso, diversas atitudes foram selecionadas com o objetivo de amenizar essa gravidade. “No começo, tentamos operar aqueles que tinham cânceres, potencialmente, curáveis, em consideração ao risco pós-operatório”.

De acordo com dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), 30 a 50% das mortes, por câncer, poderiam ter sido evitadas, caso não houvesse hábitos como fumar, a má alimentação, ingerir bebidas alcoólicas em excesso, relações sexuais inadequadas e a não participação à campanha de vacinação contra Hepatibe B e HPV (Papiloma vírus humano).

O médico ainda explica que o câncer, seja em um órgão do aparelho digestivo, ginecológico ou urinário, deve ser entendido como uma doença sistêmica, que acomete o indivíduo como um todo. O tratamento, que altera o metabolismo e afeta o emocional, tanto do enfermo quanto dos familiares, necessita ser feito de maneira interdisciplinar. “Na prática, tende a ser avaliado do ponto de vista clínico, com exames físicos e anamnese minuciosos, complementares e laboratoriais, de imagem e, possivelmente, endoscópicos. Avaliação nutricional e funcional são essenciais para um pós operatório tranquilo e sem complicações”, finaliza.